Vikings

Vikings, nova série do History Channel

Para aqueles que achavam que o History Channel era um canal somente sobre alienígenas e lojas de penhores, essa novidade vai surpreender até os fãs de outras emissoras. Mas se você é um daqueles fãs de mitologia nórdica, de História, ou ainda não conseguiu parar de jogar The Elder Scrolls V: Skyrim, fique um pouco com a gente e escute.

Recentemente, o canal pago americano History Channel anunciou uma parceria com a MGM Television, uma subsidiária dos estúdios Metro-Goldwyn-Mayer, para produzir um “drama histórico” baseado nos lendários guerreiros vikings. A série foi escrita e criada por Michael Hirst (Elizabeth, The Tudors) e estava marcada para estrear no início desse mês (3 de março) lá fora. Podemos dizer que, pelo menos para a crítica estrangeira, os primeiros episódios atingiram as expectativas.

Vikings nos transporta para o mundo brutal e misterioso de Ragnar Lothbrok (Travis Fimmel), um guerreiro viking e fazendeiro que anseia explorar – e atacar – as praias distantes através do oceano. Suas ambições o colocarão em conflito com o chefe local Earl Haraldson (Gabriel Byrne), que insiste em mandar seus saqueadores ao leste pobre, ao invés de enviá-los ao oeste ainda inexplorado. Quando Ragnar se une ao seu amigo construtor de barcos Floki (Gustaf Skarsgard) para criar uma nova geração de intrépidos navios capazes de conquistar os agitados mares do norte, o palco está montado para conflitos.

A promessa da série é conquistar aqueles fãs de Game of Thrones e outras séries da HBO, como Roma, que gostam de um bom embasamento histórico. Guerra e sangue são apenas artifícios, enquanto as relações entre os personagens, como Ragnar e sua família, são o verdadeiro foco, em especial a relação entre os próprios guerreiros vikings e os deuses nórdicos. Sendo assim, isso não quer dizer que há um compromisso em ser realista a todo tempo, embora seja importante para o canal.

Ragnar e sua família - Bjorn, Lagertha e Gyda (Fotografia: Kevin Lynch)

Ragnar e sua família – Bjorn, Lagertha e Gyda (Fotografia: Kevin Lynch)

O recorte histórico escolhido também é interessante porque trata exatamente dos primeiros contatos entre nórdicos e bretões. Há a questão do deus cristão, o modo de vida de cada cultura, assim como a moral e a lealdade por trás de cada personagem. O próprio The New York Times chegou a comparar a série com Game of Thrones e Spartacus, ressaltando a falta de nudez gratuita, além de elogiar as performances dos atores e a cinematografia. O site io9 também listou quatro motivos para assistir a série, entre eles as muitas facetas de cada personagem.

Por fim, o que mais nos impressionou foi a atenção a alguns detalhes. Mesmo que a produção não conte com muitos recursos para alocação e figurino, consegue ainda nos transmitir os aspectos da época, seus costumes e personagens interessantes, em uma história imersiva, mesmo que um tanto previsível de início.

Foram encomendados pelo menos cinco episódios para a primeira temporada. Ainda não sabemos se ela virá ao Brasil, mas com a aceitação da crítica, esperamos que não passe desapercebida. Vikings vai ao ar todo domingo e pode ser assistida no próprio site, para aqueles dispostos a pagar.

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