Review – Tron: Uprising

Há certas coisas que só funcionam na televisão. Depois do insatisfatório Tron: Legacy, Uprising é a tentativa da Disney de reapresentar o título à nova geração, dessa vez da maneira que ela merece: um desenho com todos os elementos que fizeram de Tron uma lenda.

O primeiro deles é a computação gráfica. Embora nem todos estejam acostumados com ela, a mistura da animação 2D com CGI é a forma mais bonita de aproximar o desenho do universo estabelecido pelos filmes. É escuro, mas ainda assim perspectivo e bem delineado. Isso permite que as luzes nos uniformes dos programas e os neons dos veículos se destaquem de uma maneira quase única. Assim, todos os efeitos impressionantes de Legacy também estão em Uprising, mas sem deixar de lembrá-lo que ainda é só um desenho.

Da mesma maneira, todos aqueles que foram ao cinema ver o grande Jeff Bridges encarar mais uma vez o papel de Flynn, podem esperar por um elenco de primeira em Uprising. Com Elijah Wood – o Frodo de Senhor dos Anéis – na voz do personagem principal (Beck) e outros dubladores talentosos, como Emmanuelle Chriqui (a Cheetara dos novos Thundercats), Mandy Moore (a Rapunzel de Enrolados) e o próprio Bruce Boxleitner (o Tron original), essa talvez seja uma das poucas vezes em que você vai querer acompanhar a animação em inglês.

Por outro lado, se o roteiro dos filmes sempre foi a principal causa das críticas, dessa vez a Disney teve a chance de fazer diferente. Baseado nos acontecimentos que ocorrem entre Tron e Legacy, a sinopse é a seguinte:

Beck é um jovem programa que se torna o líder hábil de uma revolução dentro do mundo dos computadores, conhecido como A Rede. Sua missão é libertar seu lar e amigos do reinado do vilão Clu e seu capanga, General Tesler. Treinado por Tron – o maior guerreiro que a Rede já conheceu – ele não só irá aprender a lutar e a usar suas habilidades para desafiar esta brutal ocupação militar, como também encontrará um guia e mentor à medida que cresce além de sua natureza, jovem e impulsiva, para se tornar um corajoso líder, poderoso e forte. Destinado então a se tornar o próximo Tron do sistema, Beck adota esta persona e se torna o arquiinimigo do general Tesler e suas forças opressivas.”

Assim, sem se preocupar com apresentações muito longas, após o prólogo que foi apresentado online antes da estreia, o primeiro episódio já começa com todos personagens e conflitos estabelecidos. Também não há preocupações com o mundo real, deixando que os produtores dediquem todo seu tempo para mostrar mais da Rede, seus problemas e os programas que a habitam, o que definitivamente é algo bom para a animação.

Por último, como não poderia deixar de ser, um dos elementos mais importantes é a trilha sonora. Composta por Joseph Trapanese, quase não há distinção daquela usada em Legacy. Ou seja, mais um motivo para aproveitar a trilha épica de Daft Punk.

Não há motivos para os fãs mais antigos não assistirem Uprising, principalmente aqueles que saíram decepcionados do último filme. Essa é a melhor hora para dar uma segunda chance à Disney, principalmente com uma animação com essas qualidades.

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Publicado em junho 24, 2012, em Anime e Mangá e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. 5 Comentários.

  1. Eu já havia esquecido que Uprising estava pra começar. Já tem 4 episódios lançados, vou correr atrás do tempo perdido XD
    A propósito, seu review não só me lembrou de assisitr a série, mas também me deixou tranquilizado pra acreditar nela! \o/

    Abraço!

    • Muita gente já tinha esquecido do Uprising, ou desprezou a série, por isso achei que ninguém ia ligar pro post. Fico feliz por ter se interessado e espero que goste.
      Aliás, os episódios saem toda quinta-feira, então já são cinco no total. Abraços!

  2. Cara não é “A Rede”, é “A Grade”, abraço!

  3. Thiago CIanci

    Achei a animação linda demais. Conseguiram capturar muito bem o feeling do universo Tron, e com uma qualidade absurda. Estou vendo em inglês mesmo. Mas sei lá, não estou curtindo muito a história em si, achei um pouco simples e despretensiosa demais, mais até que o Tron original. Mas certamente bem mais divertida de assistir que o Legacy.

    • É verdade, a história está um pouco simples demais. Já está chegando no sexto episódio e poucas coisas aconteceram de verdade. Mas acho que as cenas de ação estão compensando bastante.
      E você tem razão, é bem mais divertida que o Legacy! (:

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